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Mas quem disse que não queriamos ler sozinhos?

September 12, 2009

Bronson e Asheley Merryman vão lançar na próxima semana o livro NurtureShock: New Thinking About Children. Mas quem são estes dois autores? Não interessa. O motivo da notícia é muito simples: os leitores vão poder ler numa versão digital os três primeiros capítulos do livro  e deixar lá as suas sugestões.

No Guardian podemos ler as palavras de Caroline Vanderlip, chefe-executiva da companhia que vai possibilitar este exercício: “Nós acreditamos que a comunidade pode enriquecer o original, como as notas de rodapé ou nas margens enriqueceram os livros desde sempre”. “Trata-se aqui de uma anotação colaborativa”, acrescenta.

Philip Jones, editor do theBookseller.com, acredita que este exercício vai ajudar a construir uma comunidade de leitores, deitando por terra a solidão que está inerente à leitura.

Isto conduziu-me para este pequeno artigo no El País. Diz Fernando Savater: “O verdadeiro perigo, a incógnita real, é se o escritor continuará a ser o autor dos seus livros, a controlar o que quer que apareça, e por isso, alguém que mantém uma relação especial com os seus leitores”.

E agora? Não estaremos a tentar, cada vez mais, meter o nariz onde não somos chamados?

2 Comments leave one →
  1. fallorca permalink
    September 14, 2009 7:45 pm

    Sim, quem foi que disse que já não podíamos ler como deve ser: nós com o livro. É só metediços, fiufiu…

  2. September 14, 2009 9:07 pm

    Mas nós resistimos😀

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