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É impossível escapar a um título destes: “Que o Diabo Leve a Mosca Azul”

July 10, 2009

mosca_azul

Mesmo não querendo, um livro com este título tem de ser lido. Doa a quem doer, não dá para ignorá-lo. Vem da Relógio d’Água e, como se não bastasse, tem um prefácio assinado pela Ana Teresa Pereira,

John Franklin Bardin escreveu Devil Take the Blue-tail Fly em seis semanas, enquanto ouvia, repetidamente, as Variações Goldberg. O seu filho Frank lembra-se dele, um homem muito alto, sentado numa poltrona a ler ou a ouvir música; quando se fechava no quarto onde estava a máquina de escrever, era preciso guardar silêncio, e Frank ia para fora brincar. Na casa, além dos livros, havia uma grande colecção de discos, especialmente de música clássica.
Devil Take the Blue-tail Fly é uma história de música e de loucura. No início do livro, Ellen desperta no quarto do hospital psiquiátrico que foi o seu mundo durante dois anos (por vezes chegou a acreditar que o mundo lá fora não existia). As cortinas ásperas da janela, a estante com as partituras de Bach e Handel, Mozart e Haydn, as reproduções tiradas de revistas: um desenho de Picasso, uma rapariga de cabelo castanho-avermelhado de Renoir, um severo diagrama de Mondrian, uma máquina voadora de Leonardo. Mas hoje é um dia diferente. O dia em que vai para casa. Vai deixar a ordem do hospital e voltar ao caos. Basil, o marido, vem buscá-la. Ainda é muito cedo, ainda não são seis da manhã, mas por volta do meio-dia já estará em casa e poderá tocar. Cravo. O seu instrumento. O único que permite destilar a essência da música. Ela sentada a tocar, as notas de Bach, uma segurança que vem de uma ordem diferente da que encontrou no hospital. [excerto do prefácio  de Ana Teresa Pereira retirado daqui]

Não sei se já repararam, mas chegaram às livrarias dois novos títulos da Relógio D’Água: Que o Diabo Leve a Mosca Azul, de John Franklin Bardin e A Pena do Diabo, de Minette Walters. Ambos pertencem à colecção Crimes Imperfeitos que a editora está a relançar.

Os próximos clássicos a serem publicados são A Dama de Branco e A Pedra da Lua de Wilkie Collins, O Mistério do Quarto Amarelo de Gaston Leroux e Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski (sobre esta edição com nova tradução devem ler esta opinião que subscrevo).

A Casa de Gelo e A Escultora de Minette Walters e A Árvore das Mãos e Um Bando de Corvos, de Ruth Rendell são  as obras de autores mais recentes que também vão ser incluídas em Crimes Imperfeitos.

3 Comments leave one →
  1. August 9, 2009 4:19 pm

    Olá, Eduarda!!!
    Estás safa!!! eheheheh …Simplesmente ADOREI este livro…qualquer coisa de fabuloso…li numa lufada, até me doerem os olhos e fiquei a pensar, a pensar..Já o da Ana Teresa, gostei, mas nada de extraordinário…é interessante, sim, mas este livro…bem…thanks!!!
    Vou espiolhar mais obras do Franklin…adorei o estilo!!!

  2. Eduarda Sousa permalink*
    August 9, 2009 7:12 pm

    Eu ainda não li o do Franklin. Mas já o tenho em inglês (uma pechincha na amazon). Vou lê-lo muito brevemente entre o sol, a areia e o mar.

    Beijinho e até breve

Trackbacks

  1. Pequeno apontamento sobre o Diabo e a Mosca Azul do Franklin Bardin « o absurdo

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