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Quem disse que a poesia não vende?

December 6, 2008

No artigo publicado no JN sobre as vendas de poesia no nosso país, o editor e poeta Ex-Ricardo de Pinho Teixeira, da Corpos Editora, diz-nos que os maços de poemas por si criados venderam 40 mil unidades em três anos.

corpos_cpxl

Mas cuidado com a linguagem. Os poemas são de Oscar Wilde, Rimbaud, Shakespeare e muitos outros nomes sonantes. Não são de Ex-Ricardo de Pinho Teixeira, como à primeira vista poderia parecer.

“Enquanto os grandes vultos da nossa poesia não vendem mais do que poucas centenas de exemplares, os poemas disponibilizados no site (wordartfriends.com) têm sido lidos em média três mil vezes”, diz o poeta.

Média diária? Mensal? Será correcto comparar as vendas de livros dos “grandes vultos da nossa poesia” ao número de visualizações de poemas num site?

Nunca encontrei os maços à venda, mas gosto sinceramente da ideia e até compraria um. Mas depois do Ex-Ricardo de Pinho Teixeira me ter ameaçado com o encerramento do absurdo por eu não ter retirado um comentário anónimo neste post, tenho medo, medo da Corpos Editora. Mas, enquanto o advogado do poeta não me contacta, espero que leia este post e veja como até destaco a ideia dos maços de que gosto muito. Com sorte, talvez até recue na ideia de me processar.

[imagem]: retirada do site da Corpos Editora

9 Comments leave one →
  1. December 6, 2008 5:14 pm

    Uma bela iniciativa do senhor Ex-Ricardo ( que nome original ). No entanto a maneira como a notícia foi criada/apresentada faz-nos crer que foi o mesmo senhor a criar os poemas. Enfim, um bom projecto com uma publicidade, de certa maneira, bastante ambígua. Mas com certeza, o caríssimo senhor Ex-Ricardo, não precisa desse género de fama, para se mostrar como poeta.

  2. December 6, 2008 8:29 pm

    Bem me recordo dessa lamentável história kafkiana do processo. E a comparação agora feita pelo autor, relativa aos poemas, não se entende. A culpa deve ser da média.

  3. December 8, 2008 4:07 pm

    Quanto aos maços, tens à venda na livraria 100ª página de Braga.😉

  4. Pedro Afonso permalink
    December 13, 2008 2:31 am

    O artigo, que também li, refere-se a um contexto. A pergunta relaciona-se com a situação da Poesia em si: não se referia a Poesia de clássicos ou não clássicos.

    O editor/autor apenas afirma que é possivel colocar a Poesia a vender. Diz que a ideia é dele. E por acaso grande parte dos poemas, tais como no “Maço” na Fotografia em cima até são.

    Leiam primeiro, comentem depois. Se não continuamos no “bota abaixo” em relação aos poucos, que tentam fazer algo…

  5. December 13, 2008 11:56 am

    Pedro, ninguém está no “bota abaixo”. Eu gostei muito da ideia do maço, como referei😉

  6. October 13, 2009 3:37 am

    vocês falam de que mesmo?

    …ah sou eu que ando distraído

    como já dizia o sublime poeta:”distraídos venceremos”

  7. October 13, 2009 3:38 am

    benditas aspas!

  8. joaquim permalink
    November 22, 2009 11:58 pm

    Por favor,

    esse senhor deve andar delirante…40 mil???só quem não conhece a personagem…aquilo a que ele chama editora , enfim…é certo que só se mete nelas quem quer, mas eu chamo-lhe outra coisa: Brincar com os sonhos alheios…

  9. Adriana Pereira permalink
    September 24, 2010 12:15 am

    De facto o texto referido aqui está fora de contexto – é lamentável a crítica por si só – a próxima vez colocam o artigo por inteiro para entender o todo e não só a parte que interessa “pseudo-criticar”
    Quanto ao Ex-Ricardo reclamar (e bem, devo dizer) penso que o Absurdo deve primeiro avaliar as suas críticas – se não é correcto e fiável na sua publicação não se admire que os lesados se queixam e se defendem. Vivemos numa democracia – se existe o direito de publicação, também existe o direito de reclamação. Devo recordar a todos que defamação é crime – a manipulação das palavras… bem isso é lamentável. Não é bom jornalismo.
    Somos um país de escritores, poetas e leitores – consequentemente o mercado existe. Editoras como ao do Ex-Ricardo permitem que o livro e o seu conteudo se mantêm vivo. A cultura é um risco num país que honra o passado mas pouco investe no futuro. Lamento que a reacção de alguns quando leiem “40000” não seja uma supresa postiva; felizmente para a maioria é. Mas a evolução e o futuro não é feito por aqueles que criticam sem fundamento… é feito por aqueles que fazem mais do que falam.

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