entre trabalhos que não acabam, de uma canseira capaz de matar o próprio cansaço, umas palavras sobre os meus três cata-ventos que me permitem sobreviver à longa travessia de trabalhos-que-já-deveriam-estar-feitos-mas-ficam-sempre-para-a-última-da-hora.
Expiação, Joe Wright
li tanta crítica negativa ao filme que já ia com a cabeça feita num oito. que é uma obra falhada, que o livro de Ian McEwan não está talhado para a adaptação ao cinema, que a segunda parte é muito má, etc. não li o livro. mas qualquer boa história amorosa me tem na mão. sou facilmente manipulável, não reparo nos estereótipos e deixo-me levar com um pacote de clinex’s no bolso. só o fim de Robbie e Cecilia interessa.
In Rainbows, Radiohead
só agora o comecei a ouvir. todos os dias mudo de música preferida. já foi Nude, depois Videotape, ontem All I Need e hoje Weird Fishes. Thom Yorke é mesmo paranóico, não é?
Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes
esta é a terceira vez que falo deste livro no absurdo. por isso vos digo pela terceira vez que o devem ler. é, antes demais, uma reflexão sobre o amor. a história trágica do jovem Werther é constantemente citada. tem algumas partes difíceis mas vale a pena o esforço. «cruzo-me ao longo da minha vida, com milhares de corpos; desses milhares posso desejar apenas umas centenas; mas, dessas centenas, não amo senão um».