o absurdo

‘quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar’

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Depois de Herberto Helder e Camilo Pessanha, a RTP2 passou ontem o último documentário dedicado a «nomes incontornáveis da literatura portuguesa». Sophia de Mello Breyner Andresen entrou-me pela casa adentro e deixou-me o mar na noite. Não vi o do Camilo Pessanha mas em relação a Herberto Helder este documentário foi mais bem conseguido. Também não se pode comparar as dificuldades de um ao outro: Herberto não tem nem quer ter biografia; no de Sophia temos o depoimento dos próprios filhos.
Fazer um documentário ou escrever sobre um dos grandes fica sempre, à partida, condenado. Nada que se filme, diga ou escreva será suficiente para fazer jus às obras que deixaram. Às vezes tentar escrever algo, por mais competências que se tenha, chega a ser ridículo. Que se pode dizer de Herberto Helder ou Sophia de Mello Breyer Andresen numa folha ou num filme de 60 minutos?
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