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carícias distantes

December 10, 2007

ian_curtis.jpgjá por aqui escrevi – algures, agora não me apetece procurar – sobre a separação entre a obra e o artista. o quanto me é difícil separar o autor, enquanto ser humano, da sua criação. e, talvez por causa disso, a leitura de Carícas Distantes, de Deborah Curtis (a viúva de Ian Curtis) está a tornar-se um verdadeiro pesadelo. já nem consigo ouvir Joy Division. saber que Ian Curtis era um manipulador, mentiroso e mau carácter está a destruir por completo a imagem que eu tinha construído sobre o Mito. a obra e o criador estão intrinsecamente ligados e eu, pessoalmente, não consigo abstrair-me. saber que Ian Curtis era imperfeito, sim senhor, tudo bem, mas daí até ser um racista obcecado pelo seu próprio sucesso, pisando e usando todos os que apareciam à sua frente, vai uma grande distância. oh, pobre mito.

8 Comments leave one →
  1. December 10, 2007 2:39 pm

    será de bom tom não esquecer que a menina Deborah tem uma visão muito própria sobre o rapaz Ian – o abandono, a solidão, a traição e o sofrimento podem muito bem pesar ainda sobre o punho distanciado da escritora. (digo isto sem problemas pessoais ou mitológicos: penso que os Joy Division são das bandas mais sobrevalorizadas da História.)

  2. December 10, 2007 3:33 pm

    ia escrever mas o hugo roubou-me as palavras dos dedos. mas pronto, é isso: não digo que se não encontrem pinceladas de verdade nessas páginas. mas serão sempre os dizeres de quem tem uma opinião muito particular – e estigmatizada – sobre Curtis.
    não sei se os Joy são das bandas mais sobrevalorizadas. A mim não me caem mal. E grande filme, o Control, pá. grande, digo eu.

  3. December 10, 2007 3:47 pm

    isso, não dizes mal.😉

  4. December 10, 2007 5:48 pm

    ainda não vi o Control, mas espero fazê-lo brevemente😉
    sim, eu tenho consciência que Deborah conta a sua visão particular dos acontecimentos. mas as coisas que conta sobre Ian são tão más mas tão más que mesmo retirando o possível enviesamento da história, continua a ser mau😦

  5. December 11, 2007 9:07 am

    Sim, mas o Curtis poderia não ser isso tudo, mas era certamente parte…o mito é só construído mesmo na nossa imaginação. A vida é feita de fantasmas.

  6. December 19, 2007 4:02 pm

    Li o livro ontem. A mim não me influenciou minimamente. Ainda me despertou mais intresse sobre a sua personalidade e a sua complexidade. Enfim, cada um tem a sua maneira de ver :p

  7. Fernando permalink
    June 8, 2008 4:50 am

    Seria possível postar o e-book de carícias distantes?
    Agradeço antecipadamente.

  8. Adriana permalink
    June 16, 2012 7:26 pm

    É muito difícil encontrar este livro! Já procurei em grandes livrarias e sebos. Alguém sabe me dizer onde posso encontrá-lo? Obrigada.

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