o absurdo

extracto do diário de uma maldita

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reprovei no exame de condução. o examinador – sr. engenheiro – não era um filho da p***, nem um cabrão. e isto é que dói. era até bem simpático e afável. não inventou, não estava mal disposto, não arranjou desculpas para me reprovar e até me sossegou. e isto é que dói. preferia que tivesse sido um imbecil. assim podia aliviar o meu sofrimento. mas não, era impecável. o sr engenheiro até fechou os olhos a alguns disparates, bendita seja a sua mãezinha. e eu que até parei no STOP. se ainda não tivesse parado, era naquela, não estava tão f*****. mas parei, só que foi na via de trânsito, atravessada, obrigando os outros condutores a parar. e ainda não satisfeita, arranquei e imobilizei os condutores que vinham da esquerda. se ele ainda tivesse sido um palhaço… mas não, era impecável. so, i’m depressed.

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