o absurdo

Tias, quem não as têm?

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Há uns meses, uma tia emprestou-me A Filha do Capitão de José Rodrigues dos Santos. Eu não pedi, eu queria dizer “não”, eu ia dizer “não, muito obrigado” mas acabei por dizer “ah que bom, muito obrigado”. Tias, quem não as têm?

Vai daí, tentei ler, vencer os preconceitos, não julgar antecipadamente, provar primeiro e apreciar depois. Não passei das três primeiras páginas. Ia-me engasgando. Por precaução li o resumo do livro, para o caso da tia perguntar, e devolvi-lhe o calhamaço rapidamente. Tias, quem não as têm?

Quando o Baptista-Bastos esteve cá em Braga, na última Feira do Livro, a dizer mal do mundo não se esqueceu do nosso querido José Rodrigues dos Santos: “Anda por aí um jornalista que pisca o olho ao telespectador no fim do telejornal. Onde é que já se viu? E escreve uns livros que se caem ao chão ainda nos partem um pé”.

Aí está O Sétimo Selo: 500 páginas escritas em 7 meses. Um bom apoio de descanso para copos e pés, preparado enquanto cá fora (re)abria a guerra com a administração da RTP. A revista Única, do Expresso, soma dois mais dois: “O regresso da tensão na RTP (…) coincide com o lançamento de ‘O Sétimo Selo’, o livro que fará Rodrigues dos Santos ultrapassar a barreira do meio milhão de exemplares vendidos em Portugal, atingindo definitivamente com isso a emancipação económica em relação a qualquer emprego que possa ter numa redacção”.

No fim, o Zé pisca-nos o olho. Tias, quem não as têm?

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