o absurdo

da Bibliofilia

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84 Charing Cross Road’ (1987), de David Hugh Jones é o mais belo filme sobre o amor pelos livros que alguma vez vi. O meu gosto cinéfilo é duvidoso, bem sei. A fita pode ser fraca, intragável até, mas se meter livros, acabou, é amor imediato.

E assim foi: apaixonei-me por ‘84 Charing Cross Road’. Helene Hanff (Anne Bancroft) é uma escritora nova-iorquina, sem dinheiro, amante dos livros. Como não consegue encontrar alguns clássicos no seu país, envia uma carta para uma livraria londrina, a Marks & Co. O alfarrabista Frank Doel (Anthony Hopkins), co-proprietário da livraria, satisfaz-lhe o pedido e entre os dois inicia-se uma troca de correspondência que durará mais de 20 anos.

A relação, a paixão, o amor dos dois pelos livros é de tal forma evidente que quase chorei. Reconheci-me no entusiasmo de Helene a abrir uma encomenda de livros, a cheirá-los, a tocá-los. Recuperei a vontade de escrever cartas à mão. Sonhei-me proprietária da Marks & Co. E, no fim, li a noite toda. Maldita doença literária!.

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