o absurdo

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costumavas dizer: “a tua leveza de flor-no-ar, meu amor, obriga-me a plantar asas para te alcançar.” eu respondia-te: “pede às abelhas para te trazerem, caminhante dos vales, e vamos viver num castelo-no-ar.”

tu vieste e passámos a morar no alto, assim, no alto.

as nuvens, os pássaros, a chuva, os trovões estavam tão perto de nós que deixarem de ser “eles” para passarem a ser “tudo”. quando alcançámos a perfeição imperfeita, os Deuses abriram-nos as portas do Olimpo.

bebemos néctar e comemos ambrósia, meu amor, enquanto dançávamos ao som da lira de Apolo, do canto das Musas e da dança das Cárites.

era assim.

a tranquilidade.

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