o absurdo

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quando cruzávamos o olhar, sabíamos que era hora de arar a saudade. os meus olhos escorriam lágrimas de pedras, meu amor, as páginas permaneciam brancas. amanhávamos os sentidos, tolhíamos o corpo e lançávamos ao alto luas de sóis. tu seguias para o mar, eu para o bosque.

depois

no (re)encontro, eu vivia-te e tu vivias-me. alcançávamos a eternidade. isso: eternidade.

era assim.

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