porque reiniciar o absurdo
é falar de livros – urgência da vida. não há muito para dizer. aliás, todas as coisas importantes já foram ditas por alguém. mas isto são águas de outro poço. o que tenho para escrever é muito menos interessante mas é aquilo que me apetece. é sobre saber que livro ler a seguir. a vida de leitor é desgraçada, miserável. nunca se está bem em lado nenhum. posso estar a ler o livro da minha vida, desejar que ele não acabe mas ao mesmo tempo já estou a pensar no próximo. infeliz condição. conscientemente, nunca sei qual é o próximo. o livro que estou a ler no momento é que me indica o seguinte. é uma espécie de mecanismo do além. talvez, por isso, compre livros, que no momento apetece, e depois os deixe arrumados durante anos. um livro tem que ter a sua hora, o seu tempo específico. e, o que geralmente acontece, é que quando me indicam um livro e eu tento ler acabo quase sempre por desistir. mas se fosse eu sozinha a chegar a essa obra, muito provavelmente teria lido até ao fim. «porquê, não sei. mas sei. que essa coisa é que é linda».


A tua mente é deliciosa! 😀
😉
Que grande confusão, não é? Tenho uma pilha de livros na mesa de cabeceira, loucuras que se me atravessam no caminho…começo , recomeço e nunca os acabo.Alguns, diga-se em abono da verdade, são como bíblias, oásis onde regresso para retemperar forças, apesar de os ter lido já completamente, uma ou duas vezes.Outros são autênticos sortilégios de escrita, como “Fazes-me falta” da nossa Inês, que reabro volta e meia…Enfim, permaneço deambulando, agora também por estes espaços onde nos lemos uns aos outros e nos rescrevemos!Boas leituras!