torna-se mil vezes mais estimulante, interessante e útil do que estudar certas matérias aborrecidas e, aparentemente, estéreis. o actual modelo de avaliação fede. não existe grande incentivo à criatividade. os professores asseguram que não querem nada decorado mas uma tentativa de inovar, de não me limitar à mera reprodução exaustiva da matéria poderá ser sinónimo de fraca nota. e este desassossego não é escrito com base no pressuposto da preguiça, apenas da exaustão. a universidade, ‘academia do saber’, por vezes, tresanda.
«Todos os anos dezenas de milhares de estudantes de música trilham a via que os conduz ao embrutecimento das escolas superiores de música, e são completamente destruídos pelos seus professores de música, que não possuem quaisquer aptidões, pensei. Em certas circunstâncias tornam-se célebres, e contudo não compreenderam nada…».
(Thomas Bernhard, in O Náufrago. Lisboa: Relógio d’Água, 1987)