não é lá muito comum
January 23, 2007
aparecerem capas destas. não condeno. precisava primeiro de ler. mas à primeira vista é estranho. será isto um sinónimo de coragem, rebeldia, originalidade ou puro exibicionismo gratuito?
post scriptum: enquanto secava o cabelo, lembrei-me! lembrei-me de já ter lido um livro com uma capa similar, aqui está: “Uivo seguido de Kadish” de Allen Ginsberg, poeta da Beat Generation (e um dos preferidos de Jim Morrison, se é que isto interessa a alguém). mas esta capa, ao invés da primeira, não me choca e, para quem conhece, ainda que ao de leve, a obra/vida de Ginsberg faz todo o sentido.
12 Comments
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Valter Hugo Mãe pois claro…
não sei se condeno. mas não gosto. 😉
ele enviou-me há pouco essa ‘novidade’. a questão que me coloquei foi a mesma. a reacção: primeiro ri-me, segundo torci o nariz.
ou, provavelmente, este tipo de publicidade também lhe faz bem.
Do que conheço dele, será uma tentativa de rebeldia. Que dá publicidade. Boa ou má. Mas dá. E também não gosto. 😉
pois… e eu que não queria ser mazinha. mas, de facto, acho de muito mau gosto…
Eduarda, o teu título pode ter segundas leituras. Experimenta colocá-lo ao lado da foto em questão. 😮
estava a ver que ninguém percebia 😉
Avantajado, o homem. Por isso é que se quis fotografar.
Acho curioso que possam ajuizar da validade da capa de um livro sem o lerem. E acho um desplante que tragam à conversa coisas como, sabemos a vida que Ginsberg teve… E a vida que valter hugo mãe tem??? Alguém sabe e alguém tem de saber??? Não estarão a tratar este assunto ao nível daquelas tias que comentam revistas cor de rosa na televisão pelas manhãs??? Um livro de poesia editado numa pequena editora praticamente sem distribuição será assim tão marketing??? Ou estão a delirar? Os textos incluídos no livro são muitas vezes mais fortes do que a capa, e esta capa, na verdade, para um livro assim, é a adquada. É frustrante perceber que até entre os leitores de poesia se criem pudores velhos como se estivessemos na idade média. Minha gente, a poesia é ruptura e personalização. Para coisas iguais já há muito quem faça.
Ah, e lembrei-me agora. Para quem não sabe, valter hugo mãe dirigiu a Quasi durante anos e foi responsável pela edição de Ginsberg e outros autores marginais. E sim, era o diretor de produção, pelo que as imagens de todas as capas eram escolha sua. Talvez exista uma maior identificação entre Ginsberg e mãe do que vos possa parecer à primeira.
ó Madalena, que tempestade.
conhecemos todos o trajecto público do valter. e estes curtos e inofensivos comentários estavam bem longe da poesia. não precisa ser tão agreste na resposta. sabe, nem tudo é metafísico.
e sim Madalena Romão, eu sabia que o valter foi director de produção da quasi. tenha calma, tanta agressividade faz mal à saúde. o meu comentário referia-se à capa, como escrevi: “não condeno. precisava primeiro de ler”. arrefeça os ânimos, o objectivo deste post não é atacar ou sequer arrasar com valter. ou sequer abordar o tema “poesia”.