o absurdo

Paul Auster

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foi o responsável, na Trilogia de Nova Iorque, pela pista que me fez chegar a um dos livros da minha vida: Walden ou a vida nos Bosques de Thoreau. Estes dias, enquanto lia A Noite do Oráculo, Auster voltou a referir Walden. Deixo aqui a passagem,

«Ed assopra em jeito de resposta, após o que convida Bowen a sentar-se, citando inesperadamente uma passagem de Walden ao apontar para a única cadeira que há no quarto. Thoreau dizia que tinha três cadeiras na sua casa, observa Ed. Uma para a solidão, duas para a amizade, três para a sociedade. Eu só tenho uma cadeira para a solidão. Se incluirmos a cama, pode ser que fiquemos com duas para a amizade. Mas sociedade é coisa que não há aqui. Já tive sociedade que chegue depois de tantos anos ao volante do táxi».

Paul Auster, A Noite do Oráculo
  (Edições Asa, 2004, pág. 65) 

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