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6.6.6

June 6, 2006

Escrevo ferozmente palavras sem sentido, numa cadeia fortuita de sons, apenas compreensível aos Deuses do Olimpo. Esforço-me: apago e reescrevo tudo outra vez. Sinto-me como uma hiena a trincar desesperadamente uma carcaça de um animal abandonado. As veias latejam e torcem-se desalmadamente no meu cérebro. Tento sair deste corpo que me agrilhoa os sentidos. Mas não consigo: eu sou demasiadamente eu. Suspiro entristecida pedaços de sonhos sepultados. É então que dou um espirro e lembro-me de recomeçar tudo outra vez.

3 Comments leave one →
  1. Bender permalink
    June 6, 2006 5:02 pm

    Também fiz alguns posts sobre isso.

    Espero que o mundo não acabe à meia-noite.

    Por falar nisso, ele acabaria à meia-noite em qual fuso horário?

  2. June 7, 2006 7:52 am

    Recomeçar tudo outra vez?
    Pleonasmo.
    Mas não deves saber o que é (heheheheh!!!).

  3. Sylvie permalink
    June 9, 2006 9:18 am

    Os teus textos estão cada vez melhor. Quanto a este anónimo já chateia, deve ser professor de português!

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