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Paredes pintadas de branco

May 7, 2006

O silêncio caminha em direcção ao meu corpo. Não deixa pegadas, é suave e delicado. Envolve-me e acaricia-me os cabelos como se resultasse de uma brisa suave e afável provocada pelo bater de asas de uma borboleta. É assim o silêncio, o meu silêncio. Os ponteiros de um relógio qualquer quebram, por vezes, egoisticamente o meu descanso. Por isso deixei de usar relógio à muito. Na tentativa de prolongar a ausência de ruído que cuidadosamente plantei e podei ao longo dos anos. O meu silêncio não é ditatorial, nem brusco. É circunspecto e educado: bate sempre à porta antes de entrar.   

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  1. August 21, 2006 2:19 am

    fff

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