A propósito da quase-ausência de referências na televisão ao Dia Mundial da Poesia, recebi o seguinte email de um amigo que, com a sua autorização, passo a transcrever:
A propósito do Dia da Poesia, só me ocorre o que o poeta Joaquim Manuel Magalhães dizia acerca de similares coisas: a poesia não se dá com espectáculos. [...]
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O 1º dia de Feira ficou marcado pela entrega do Grande Prémio de Literatura DST a Nuno Júdice, pela obra Geometria Variável. Depois dos discursos “vira o disco e toca o mesmo”, o poeta subiu timidamente à tribuna e mal aqueceu o lugar. Geometria Variável [...]
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Posted in media, poesia, televisão on Março 22, 2008 | 3 Comentários »
Como seria de esperar, ontem não houve nenhuma referência ao Dia Mundial da Poesia nos principais telejornais da noite, a não ser notas de rodapé. No Jornal Nacional ainda fizeram uma reportagem sobre o Dia Mundial do… Sono, que também se celebrou ontem. Poesia, nada. Mas, pelo menos, a TVI desta vez acertou: andamos todos [...]
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E, eu, não vou deixar um poema, mas um pequeno apontamento sobre os poetas, escrito por Cesare Pavese, em 1935.
Todos os poetas conhecem a angústia, o encantamento e a alegria. A admiração por um grande verso nunca vai para a sua espantosa habilidade, mas para a novidade da descoberta que contém. Mesmo quando sentimos uma [...]
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Posted in literatura, poesia, com etiqueta Haiku, Matsuo Bashô on Março 18, 2008 | 2 Comentários »
O Haiku – poema breve de três versos – encontrou a sua expressão máxima em Matsuo Bashô (1644-1694). “O Gosto Solitário do Orvalho seguido de O Caminho Estreito”, organizado e traduzido por Jorge Sousa Braga e publicado pela Assírio&Alvim, é uma verdadeira relíquia: os Haikus de Bashô são de um limpidez e beleza [...]
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Posted in literatura, poesia, com etiqueta Ruy Belo on Fevereiro 27, 2008 | Sem Comentários »
“Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum”
(Ruy Belo, 27 de Fevereiro de 1933 – 8 de Agosto de 197
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Depois de Herberto Helder e Camilo Pessanha, a RTP2 passou ontem o último documentário dedicado a «nomes incontornáveis da literatura portuguesa». Sophia de Mello Breyner Andresen entrou-me pela casa adentro e deixou-me o mar na noite. Não vi o do Camilo Pessanha mas em relação a Herberto Helder este documentário foi mais bem conseguido. [...]
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