Cartas a Lucílio, Séneca

2009 March 20

Cartas a Lucílio, de Seneca, com edição da Fundação Calouste Gulbenkian, já está nas minhas mãos. Não sei quanto tempo demorarei a ler perto de 700 páginas. Gostava de ler devagar, mas é complicado conseguir parar. Para já, 50 paginas dizem-me que tenho comigo um dos livros da minha vida.

Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente.
Lúcio Aneu Séneca, in Cartas a Lucílio

Pouco depois de reler esta passagem, dou por mim a ouvir uma música do Fish que diz mais ou menos a mesma coisa:

It’s just a matter of time a figure of speech that springs to
mind throughout the day

As the minutes go by, a second thought, a moment lost,
time ticks away
and everything changes, forever never lasts, no such thing as
always, it’s all too soon the past (…)

Fish, Tumbledown

8 Responses leave one →
  1. 2009 March 20

    É um daqueles livros a que retorno invariavelmente.

  2. 2009 March 22
    M de amor permalink

    Está na minha lista de compras. Para breve. Tem de ser para breve. Obrigada pelo excerto.

  3. 2009 March 23

    Não percas tempo: logo que possas compra-o ;)

  4. 2009 March 31

    É um livro para levar a vida toda a ler. Sem opressa, carta por carta, sorvendo cada palavra.

  5. 2009 May 4
    Nemo permalink

    Obrigado. O devir de Heráclito de Samos bem presente.

    Eu sou Nemo.

    Nemo – Lat. Ninguém.

  6. 2009 May 4
    Eduarda Sousa permalink

    Bem vindo Ninguém ;)

  7. 2009 July 1
    gabriel permalink

    Primeiro livro de auto-ajuda a favor da manutenção do sistema com ideias falsos de democracia. É são punks…

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